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Polícia Penal realiza mutirão de testagens para ISTs destinado à população LGBTI+

Ação na Penitenciária Estadual do Jacuí promoveu 52 testes rápidos

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ChatGPT Image 27 de mar  de 2026, 10 20 17
O exame utiliza uma pequena amostra de sangue e fornece resultados em até 30 minutos.. - Foto: Divulgação/Polícia Penal
Por Lucille Soares/ Ascom Polícia Penal

A Polícia Penal realizou, no dia 26/3, um mutirão de testagem e acolhimento em saúde para a população LGBTI+. A ação, que aconteceu na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), foi promovida pelo Departamento Técnico e de Tratamento Penal (DTTP) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Charqueadas, o setor de enfermagem do Hospital Vila Nova e a Brigada Militar.

Durante a ação, foram aplicados 52 testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como hepatites B e C, HIV e sífilis, em pessoas privadas de liberdade autodeclaradas LGBTI+ recolhidas na unidade prisional. 

O exame utiliza uma pequena amostra de sangue, geralmente coletada da ponta do dedo, e fornece resultados em até 30 minutos. A população atendida recebeu acolhimento psicossocial e clínico, e os casos reagentes foram encaminhados, visando tratamento e acompanhamento médico continuado. Além disso, o setor técnico da unidade prisional, que organizou a atividade, entregou kits de higiene aos apenados. 

O principal objetivo da iniciativa, segundo o diretor do estabelecimento prisional — hoje, com 2,5 mil detentos —, foi promover a humanização do atendimento e contemplar as singularidades dessa população.

“Trata-se de uma primeira intervenção, com previsão de continuidade por meio de novas práticas que assegurem o pleno respeito à diversidade”, concluiu Jéferson Medeiros Santos, que administra a unidade em conjunto com o major José Adonis Longaray, da Brigada Militar.

A atividade integra o circuito de intervenções coordenadas pela Divisão de Atenção às Mulheres e Grupos Específicos (Diamge) e pelo Comitê Gestor Permanente de Elaboração, de Monitoramento e de Implementação da Política Penal de Atenção à População LGBTI+. De acordo com o coordenador adjunto do Comitê, Willian Krüger, estas ações têm como objetivo assegurar o acesso à saúde, à assistência e às demais ações de promoção e garantia de direitos humanos destinadas à população LGBTI+ privada de liberdade no Estado. 

Desde 2025, atividades que visam à garantia de direitos dessa população, como mutirões de testagem e atendimentos coletivos, também foram realizadas na Penitenciária Estadual de Charqueadas (PEC), no Complexo Prisional de Canoas (CPC), no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre (Ipfpoa) e no Instituto Penal Irmão Miguel Dário (IPIMD). 

 

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