Patrulha canina auxilia agentes penitenciários da PASC
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A Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) possui mais de 20 cães, que fazem parte do efetivo da segurança da casa prisional. Eles auxiliam na vigia dos muros da casa prisional, na busca por entorpecentes e na intervenção, em caso de necessidade. Há cães das raças Pastor Belga Malinois, Rottweiler, Pastor Alemão, Labrador e mestiços. Os cachorros auxiliam diariamente os servidores em atividades de movimentação e escolta de presos nos corredores e nas galerias da casa prisional, além de darem suporte na escolta extensiva pelo estabelecimento penal.
O canil foi reestruturado nos moldes atuais há pouco mais de um ano, sendo os presos os responsáveis por limpar os alojamentos dos animais e alimentá-los, com a supervisão de um agente penitenciário. Cabe ressaltar que o Departamento Administrativo (DA) da Susepe é um dos apoiadores desta ação – o DA fornece a ração e alguns medicamentos para os animais.
Um dos responsáveis por manter esse serviço ativo é o agente penitenciário Luiz Patrício Lopes, que é cinófilo com formação pelo Curso Básico de Cinotecnia – realizado pela Susepe, e pela Seção de Cães de Guerra – oferecido pelo 3º Batalhão de Polícia do Exército. Ele já participou de vários seminários e/ou cursos na área de adestramento, inclusive fora do Estado. Para tais ações, Lopes conta com a ajuda de mais três servidores, Alan Velasco, Raphael Serafim e Roque Maia, também cinófilos, e de apenados trabalhadores. O servidor Valentim, além de cinófilo, é profissional em treinamento canino na área de obediência avançada.
Todos os cães da PASC possuem carteira de vacinação em dia e controle de vermes e parasitas, cuidados estes feitos em parceria com a médica veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sandra Tietz. Para os cuidados dos animais, há uma sala dedicada exclusivamente para armazenar rações, medicamentos e materiais de adestramento, bem como um tanque para higienizar e proporcionar melhores cuidados com os cães.
A casa prisional dispõe também de um Bite Suit (roupa de couro) para treinarem os animais, que poderão ser destacados para fazerem intervenções. Além disso, a sala possui uma jaula para cuidados especiais com os cachorros doentes e que precisam de acompanhamento, materiais para banho e secagem do pêlo e caixas para transporte.
Na equipe canina, destaca-se um animal chamado Rufus, oriundo do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul e abrigado temporariamente na PASC. Ele é o mais completo dos cães do efetivo prisional, segundo seus treinadores. Curiosidade: Rufus é um cão equilibrado e de grande agilidade e força; ele atende a comandos em alemão, dados por seu treinador substituto, o cinófilo Serafim.
Luna, um dos animais de destaque da PASC, já demonstrou a eficácia do treinamento recebido numa revista olfativa. Curiosidade: Em uma oportunidade, o estabelecimento prisional recebeu um pacote suspeito com drogas, que foram enviadas em maços de cigarro, e, rapidamente, a cachorra farejou e encontrou o entorpecente ocultado.
Outro cachorro que se sobressai nas atividades é o Lobo. Com aproximadamente um ano de idade, ele é membro da guarda da PASC desde filhote. Dotado de um porte físico fora do comum para a sua idade, o pastor belga possui grande força e inteligência, mesmo ainda estando em treinamento para as ações de intervenção que desempenhará. Outro cão que participa das ações é Luck, um labrador especialista farejador de narcóticos.
Futuramente, há a idéia de expandir o projeto para outras casas prisionais do complexo prisional de Charqueadas. O cinófilo Luiz Patrício ressalta que "os cães estão à disposição das casas prisionais da 9ª Delegacia Penitenciária Regional, caso precisem deles para um auxilio em atividades prisionais distintas ou específicas".
Além disso, ele frisa a importância de haver anualmente os Cursos Básicos de Cinotecnia (CBC), para que esse tipo de conhecimento seja difundido e essas atividades sejam expandidas para outras casas prisionais. O CBC é oferecido gratuitamente pela Escola do Serviço Penitenciário. Em instituições fora da Susepe, essa qualificação custa, em média, R$ 4 mil.
O trabalho técnico com cães na Susepe tem como precursor o agente penitenciário cinófilo Sílvio Chamorra, do Grupamento de Operações Especiais da Susepe da 2ª Delegacia Penitenciária Regional.
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Imprensa Susepe