Polícia Penal forma novos integrantes para atuar no Grupo de Operações Especiais
Ao todo, sete policiais penais concluíram a capacitação, que abordou técnicas avançadas de escoltas de alto risco
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A Polícia Penal formou, na manhã desta quinta-feira (08/10), novos profissionais para atuar em operações prisionais de alta complexidade. A cerimônia marcou a conclusão do VII Curso de Operações Prisionais Especiais (COPE), formação obrigatória para o ingresso no Grupo de Ações Especiais (Gaes). O evento foi realizado na nova sede da Polícia Penal, em Porto Alegre.
O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz, esteve presente no evento e destacou a satisfação de realizar a primeira formatura na nova sede da Polícia Penal, especialmente em um momento tão importante para a instituição. “Os sete policiais penais que concluem esta formação demonstraram dedicação, comprometimento e excelência ao longo de uma capacitação intensa e de alto nível. São profissionais que certamente contribuirão de forma significativa para o fortalecimento da instituição e para a segurança do Estado”, concluiu.
Para o superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, o Gaes desempenha um papel estratégico na segurança do sistema prisional, especialmente em situações que exigem preparo técnico, disciplina, integração e capacidade de resposta. Os novos operadores concluíram uma capacitação exigente e estão preparados para assumir esse desafio, contribuindo para uma atuação cada vez mais profissional e eficiente da Polícia Penal”,afirmou.
Iniciado em setembro, o curso contou com uma programação composta por instruções teóricas e práticas, ministradas por servidores da Polícia Penal e por instrutores convidados de outras forças de segurança. Entre os participantes, estiveram instrutores do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Capitania dos Portos de Tramandaí, do Corpo de Bombeiros Militar, do 3º Batalhão de Polícia do Exército, da Guarda Civil Metropolitana Porto Alegre e do Centro de Treinamento e Especialização da Brigada Militar.
Durante a formação, foram abordados conteúdos relacionados à atividade operacional especializada voltadas para o ambiente intramuros e extra muros, incluindo escolta, defesa pessoal, imobilizações, uso de arma de fogo, técnicas de retenção e contra retenção de arma de fogo, revista, algemação e condução, atendimento pré-hospitalar, intervenção, uso diferenciado da força e inteligência, salvamento aquático, entre outras atividades voltadas à preparação dos servidores para atuação no Gaes.
“Hoje, vocês concluíram o curso mais difícil da nossa instituição. Uma formação que representa o que temos de melhor em preparação para as operações prisionais especiais. Vocês passam a integrar um seleto grupo de servidores preparados para atuar nas situações mais complexas. Profissionais com quem a instituição conta quando o cenário exige técnica, equilíbrio, coragem e capacidade de decisão”, ressaltou o diretor da Academia da Polícia Penal, Felipe Schuster.
Com aulas nos turnos da manhã, tarde e noite, a formação contabilizou cerca de 500 horas-aula. Após a conclusão do curso, os formandos ainda passarão por um estágio operacional de seis meses, destinado à adaptação às atividades do grupo. Ao final desse período, receberão seus números operacionais e ingressarão no quadro definitivo do Gaes.
"Esta formação representa o fortalecimento e a qualificação da Polícia Penal. Após 36 dias de treinamento intensivo, os novos operadores estão capacitados para atuar em operações táticas, gerenciamento de crises e demais missões especializadas, ampliando a capacidade de resposta do Estado e contribuindo para a segurança do sistema prisional e da sociedade", afirmou Moro.
Criado em 2010, o Gaes já realizou mais de 3 mil procedimentos operacionais ao longo de seus 16 anos de atuação. Atualmente, o grupo conta com um efetivo de 49 operadores, que atuam nas dez regiões penitenciárias do Estado.






