Presídio de Alegrete promove curso de formação profissional para pessoas privadas de liberdade
Ao todo, 20 apenadas da unidade prisional iniciaram a qualificação
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O Presídio Estadual de Alegrete (Peal) deu início, na quinta-feira (22/10), ao Curso básico de cabeleireiro, destinado às apenadas do estabelecimento prisional. A formação, em parceria com o Centro Profissionalizante Nehyta Ramos, acontece na sala de aula da unidade, com o objetivo de estimular a autonomia, a autoestima e a reinserção social e profissional das pessoas privadas de liberdade.
A qualificação, que será encerrada em 19 de novembro, contará com cinco encontros, abrangendo atividades teóricas e práticas e certificação de 15 horas. A atividade será ministrada pela instrutora do Centro Profissionalizante, Liziane Trindade, e por alunas voluntárias do curso de cabeleireiro.
O curso abordará conhecimentos iniciais na área da beleza, estimulando a criatividade, a responsabilidade, a disciplina, o cuidado pessoal e o desenvolvimento de competências que possam ser utilizadas durante o cumprimento da pena e após o retorno à sociedade.
Para o diretor do Peal, Paulo Henrique Bukowski, a educação profissional constitui uma ferramenta de transformação social, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a ampliação das oportunidades de reinserção no mercado de trabalho. “A iniciativa promove uma formação acessível, humanizada e voltada à valorização das potencialidades de cada participante”, concluiu.
Qualificação profissional e ressocialização
No mês de setembro, o Peal promoveu uma capacitação teórica e prática para produção de salgados para festas. O curso, que aconteceu de 8 a 29 de setembro, totalizou 14 horas. Durante a formação foram abordadas técnicas de preparo, modelagem e finalização de salgados fritos e assados.
Apenados da unidade prisional também participaram do Curso de panificação básica, nos meses de julho e agosto, em que aprenderam técnicas de panificação, incluindo preparos de massas, fermentação, modelagem, assamento e dicas para produção de pães. A iniciativa teve certificação de 18 horas.